Sabedoria · O tempo como mestre

Roda do Anoe Ciclos da Natureza

Um percurso de contemplação no hemisfério norte

A luz cresce, o fruto amadurece e a vida recolhe-se para voltar a nascer. Acompanhar estes movimentos é aprender a dar presença ao tempo e sentido aos nossos gestos.

Oito celebrações · Quatro estações · Lua, dia e observação

Como acompanhar a Roda do Ano

A Roda do Ano de oito celebrações é uma organização espiritual contemporânea que reúne festividades de diferentes raízes. Quatro acompanham os solstícios e equinócios; quatro situam-se entre essas passagens. Nesta secção, a F∴L∴P∴ propõe uma leitura contemplativa e práticas próprias.

O percurso começa em Samhain, entre 31 de Outubro e 1 de Novembro. Ao abrir a página, fica seleccionada a passagem em que nos encontramos. Podes explorar qualquer celebração. A disposição da roda é esquemática e não representa intervalos de tempo rigorosamente iguais.

As datas das festividades intermédias são referências convencionais. Os solstícios e equinócios são instantes astronómicos cuja data e hora dependem do ano e do fuso horário. Estes estudos usam o hemisfério norte; observa sempre as condições do lugar onde vives.

As descrições da Natureza e as leituras simbólicas têm espaços próprios. Um símbolo torna-se fecundo quando ajuda a observar melhor, a discernir e a cuidar.

Um ciclo, oito encontros

As passagens da luz

Escolhe um nome na roda ou nos botões. Cada apresentação conduz a um estudo com uma prática de dez minutos.

Roda do Ano no hemisfério norteOito celebrações, em sentido horário a partir de Samhain. Escolhe uma para ler a sua apresentação.Samhain01Yule02Imbolc03Ostara04Beltane05Litha06Lughnasadh07Mabon08Um ano,oito passagens

Hemisfério norte · Percurso em sentido horário

31 de Outubro a 1 de Novembro

SamhainA memória que orienta

Há passagens em que recordar se torna uma forma de orientar a vida. O que recebemos pode continuar nos gestos que escolhemos realizar.

Contemplar
Memória · Encerramento · Recolhimento
Perguntar
Que cuidado recebido desejo tornar vivo nos meus gestos?
Explorar Samhain

Solstício de Dezembro

YuleA luz que recomeça

No limiar da noite mais longa, guardar uma pequena luz pode tornar-se um gesto de confiança no que ainda está por nascer.

Contemplar
Recolhimento · Continuidade · Esperança
Perguntar
Que luz pequena estou disposto a cuidar?
Explorar Yule

1 de Fevereiro

ImbolcPreparar o que desponta

Há começos que se anunciam quase em silêncio. Preparar espaço para eles é uma forma de acolher a vida antes de a exigir.

Contemplar
Preparação · Clareza · Cuidado
Perguntar
Que espaço precisa de ser preparado para um novo cuidado?
Explorar Imbolc

Equinócio de Março

OstaraDar medida ao começo

A Primavera convida a começar. O equilíbrio nasce quando a possibilidade encontra uma medida que a possa sustentar.

Contemplar
Equilíbrio · Germinação · Escolha
Perguntar
Que começo pode crescer sem perder a sua medida?
Explorar Ostara

1 de Maio

BeltaneHonrar o que liga

A vida floresce através de relações. Celebrar a sua força é aprender a reconhecer os laços que alimentamos com os nossos gestos.

Contemplar
Vitalidade · Relação · Reciprocidade
Perguntar
Que vínculo pede hoje uma presença mais cuidadosa?
Explorar Beltane

Solstício de Junho

LithaA plenitude que se oferece

Quando a luz se expande, aquilo que amadureceu pode tornar-se visível. A plenitude pede uma forma justa de se oferecer.

Contemplar
Plenitude · Clareza · Partilha
Perguntar
Que clareza posso transformar hoje em serviço?
Explorar Litha

1 de Agosto

LughnasadhReconhecer o fruto

O fruto reúne tempo, trabalho e condições que muitas vezes esquecemos. A gratidão começa quando reconhecemos essa trama de cuidados.

Contemplar
Colheita · Gratidão · Responsabilidade
Perguntar
Como posso cuidar do que recebi e do que amadureceu?
Explorar Lughnasadh

Equinócio de Setembro

MabonA medida do que permanece

A passagem para o Outono convida a reconhecer o que merece permanecer e a dar um encerramento consciente ao que cumpriu o seu tempo.

Contemplar
Reconhecimento · Equilíbrio · Desprendimento
Perguntar
O que merece permanecer quando simplifico o meu caminho?
Explorar Mabon

As oito celebrações, num olhar
Referências para o hemisfério norte
CelebraçãoPassagem ou dataProposta de contemplação
Samhain31 de Outubro a 1 de NovembroA memória que orienta
YuleSolstício de DezembroA luz que recomeça
Imbolc1 de FevereiroPreparar o que desponta
OstaraEquinócio de MarçoDar medida ao começo
Beltane1 de MaioHonrar o que liga
LithaSolstício de JunhoA plenitude que se oferece
Lughnasadh1 de AgostoReconhecer o fruto
MabonEquinócio de SetembroA medida do que permanece

As datas solares variam de ano para ano. Imbolc, Beltane, Lughnasadh e Samhain usam aqui datas convencionais; não indicam os pontos intermédios astronómicos exactos.

O fundamento natural

Quatro estações, um regresso

A Roda acompanha o ano solar. Os estudos das estações ajudam a reconhecer os sinais concretos da paisagem, com atenção à diversidade de Portugal.

Ritmos dentro do ritmo

A Lua, o dia e a atenção

O percurso anual encontra outros tempos: a mudança da luz lunar, o regresso do amanhecer e a observação de um lugar próximo.

Da contemplação ao cuidado

Um ano que se torna experiência

Em cada celebração, escreve três linhas: o que observaste, o que isso te fez compreender e o gesto que escolheste. Ao regressares ao mesmo ponto da Roda, poderás reconhecer o que mudou na paisagem e em ti.

«Que qualidade da minha presença desejo cultivar nesta passagem?»